terça-feira, 4 de junho de 2013

A caminhada dos Irmãos Redentoristas


Olhando a história da vida consagrada na província de São Paulo, percebemos que desde quando chegaram os primeiros missionários da Alemanha para atender os Santuários de Aparecida SP e Goiás Go, já estavam presentes os Irmãos Redentoristas que na época eram chamados de coadjutores. Recebiam esse título pelo seu auxílio aos padres que exerciam a pastoral com o povo. Enquanto isso os irmãos colaboravam com os serviços braçais.
Como a história está em constante movimento, o percurso dos Irmãos não foi diferente. Após o concilio vaticano II, muitas coisas se mudaram na Igreja e conseguintemente para os Irmãos. Foi tempo de vislumbrar novos horizontes.
Na província de São Paulo tudo começou com o sonho do saudoso Pe. Pieroni, que pensava uma casa para formação dos Irmãos. Foi então que no dia 02 de agosto de 1956 com a aprovação do provincial da época Pe. José Ribola deu-se inicio a casa de formação dos Irmãos Leigos, que chamava-se Escola Agrícola Profissional São Geraldo. O local escolhido foi a cidade de Potim pela sua proximidade à Aparecida e pela larga área propicia ao plantio e pecuária.
Muitos Irmãos foram formados nesse sistema, um pouco rígido no começo, mas que foi se tornando flexível no percurso dos anos. É bom lembrar que no inicio os candidatos a irmãos “geraldinos” não tinham a oportunidade de estudar fora em colégios, isso foi sendo conquistado aos poucos.
Com o passar do tempo foi-se percebendo que a estrutura da casa de formação em Potim não correspondia mais aos anseios da formação atual. Foi ai que começou o processo de mudança do seminário para Sorocaba. Na tentativa de oferecer aos candidatos a irmãos “seminaristas” a oportunidade de um curso superior antes do noviciado.
Podemos dizer que a formação dos futuros irmãos está bem atualizada e preocupada em capacitar o jovem para o mundo moderno ou pós-moderno.
A vida do Irmão Missionário Redentorista deve ser um sinal de esperança na Igreja e Sociedade. São eles colaboradores do Reino, são chamados a se doar no serviço e simplicidade, porém tendo os mesmos direitos e deveres dos sacerdotes dentro da congregação. Devemos deixar completamente de lado a ideia de que o Irmão é aquele que não deu conta de ser padre.
A figura do Irmão hoje deve ser apresentada pelo que ele é e não pelo que faz. Hoje temos irmãos formados ou se formando nas diversas áreas: comunicação, psicologia, história, administração, teologia, ciências da religião, enfermagem etc. Mas o valor deles não está no campo que atuam, mas sim no ser consagrado que cada um é.
Vejo a necessidade dos Irmãos Redentoristas ocuparem as pastorais, pois isso ajuda a evangelização não sendo necessária apenas a figura do padre. Num contexto de Igreja onde sentimos a volta de antigos costumes, tradições e a supervalorização pelos paramentos e status, os Irmãos vêm ensinar que ser Igreja é viver a radicalidade do batismo em comunidade.
A província de São Paulo é um luzeiro de esperança para a congregação, pois contamos com 13 seminaristas se preparando para a consagração religiosa. Somos em 10 irmãos junioristas espalhados pelas comunidades.
Rogamos ao Senhor que o mesmo espírito que resoou outrora o coração de São Geraldo posa animar a vida dos Irmãos Missionários Redentoristas fazendo-nos continuadores do Redentor pela nossa Consagração.    


Ir. Daniel Augusto da Silva CSsR.
                                                                                                                         

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